Como identificar um colaborador alinhado à cultura, ao valor e ao propósito?

contratação de funcionários, principalmente de níveis executivos, deve ser feita de maneira planejada. Além de considerar os aspectos técnicos, como qualificações e experiência, é preciso basear-se em três pilares: cultura, valor e propósito.

Esses três elementos estão ligados às características da empresa e determinam a aderência. Colaboradores que compartilham valor e propósito com o empreendimento têm maior alinhamento à cultura e ao cenário. Como consequência, conseguem desenvolver melhor o seu papel e permanecem no quadro de funcionários por mais tempo.

Ao buscar o preenchimento das posições estratégicas, portanto, a preocupação com esses aspectos é indispensável. Para entender melhor a relação, veja como e por que identificar um profissional alinhado à cultura, ao valor e propósito.

Definição de valor, cultura e propósito

Embora os termos sejam muito utilizados, nem sempre há um entendimento real sobre o que eles significam. A cultura é um aspecto muito particular da atuação de um empreendimento. Ela está relacionada ao ambiente e à personalidade do negócio.

Nas empresas tradicionais, trata-se de um elemento bastante rígido. Por outro lado, as de tecnologia, como aquelas do Vale do Silício, trazem flexibilidade de horários, de dress code e até de procedimentos. De qualquer forma, é importante que o funcionário esteja alinhado a ela para obter uma atuação consistente. De acordo com Luis Arrobas, sócio da Amrop 2GET, trata-se de um aspecto determinante na escolha de um profissional.

“Ao falar da contratação de um CEO, temos que tomar muito cuidado porque, se ele não tiver aderência àquela cultura da organização, ela pode desmontar, uma vez que ele é uma liderança e pode vir contra hábitos e rotinas que talvez existam há décadas”, pondera.

Já os valores estão diretamente integrados à cultura e ao propósito. Eles se relacionam à forma como o negócio atua em médio e longo prazos. Ou seja, não se trata apenas de buscar certos resultados, mas, sim, da maneira como são alcançados.

O propósito, por sua vez, tem uma relevância cada vez maior. Ele corresponde ao impacto que a empresa pode causar na sociedade e à transformação que ela deseja executar. O lucro já não é o único elemento de atenção. Em vez disso, o empreendimento deve pensar em como gerar um impacto positivo no ambiente em que está inserido.

Para tanto, mostramos a importância da cultura, do valor e do propósito da empresa.

Cultura

A cultura é, acima de tudo, um recurso de diferenciação. Mesmo que não esteja explícita, ela é a personalidade do negócio e define processos e formas de atuar.

A definição e a valorização desse elemento fazem com que o estabelecimento tenha maiores chances de sucesso. Ela, inclusive, influencia a permanência dos colaboradores, a retenção de talentos e a criação de workflows alinhados com a proposta oferecida ao mercado.

Então, é crucial que o negócio atue com direcionamento, efetividade e de acordo com pilares culturais básicos. A gestão é facilitada e se torna muito mais orientada quando o fator recebe a atenção devida.

Valor

Já os valores são relevantes porque determinam como o estabelecimento deve atingir os seus objetivos. Ou seja, não basta apenas pensar nas vendas ou no aumento dos lucros — os valores especificam como isso tem de ser feito.

As crenças da empresa servem para determinar a sua robustez no mercado. Os valores orientam a tomada de decisão e focam no longo prazo. Isso permite que o empreendimento se consolide de forma perene e se mantenha com longevidade no setor. “O alinhamento de valores e de iniciativa é algo muito importante para todas as organizações, especialmente na cadeira de um CEO, porque é ele quem vai ditar as diretrizes”, aponta Arrobas.

Propósito

O propósito de um estabelecimento não é o mesmo que a sua missão. A visão organizacional sempre funcionou como um norte, mas de forma um pouco distante. Apesar de atuar como guia, não tinha tanto efeito prático.

Já o propósito busca ampliar o impacto positivo do negócio e se posiciona até acima do lucro ou do desempenho. Então, há consequências benéficas em relação ao posicionamento de marca e até para os clientes. Mais que isso, a captação de bons profissionais é favorecida. Uma pesquisa feita pela Fortune com 1000 CEOs, inclusive, mostrou que os propósitos dos funcionários são os que mais influenciam a busca por parte das empresas.

“A nova geração toma decisões de carreira baseadas em escolhas da organização que tenham um propósito claro e aderente ao que eles buscam, em detrimento de uma empresa que simplesmente pague um salário maior. Isso fez com que as que estavam distantes de ter um impacto maior tivessem que rever os seus posicionamentos e os seus discursos. As que não fizeram isso devem estar sofrendo muito para conquistar talentos hoje em dia no mercado”, pondera Arrobas.

Candidatos alinhados

Além de definir, valorizar e fortalecer a cultura, o valor e propósito, é essencial contar com candidatos aderentes a todos esses elementos. É apenas desse jeito que a empresa e o colaborador poderão seguir juntos, rumo a objetivos estratégicos.

No caso de cargos executivos, o cuidado com tal aspecto é ainda mais importante. “Muitas vezes, o CEO pode estar com uma preocupação de curto prazo e pode demonstrar, no dia a dia, valores muito diferentes dos previstos para a organização — e isso pode ser extremamente prejudicial”, pontua Arrobas.

Além de tudo, a atuação equivalente é determinante para obter engajamento, satisfação e retenção de talentos. Afinal, a máxima do mercado diz: contrata-se pela técnica e demite-se pelo comportamento. Então, escolher os candidatos alinhados faz com que seja possível obter maior integração e melhores resultados, inclusive em longo prazo.

Amrop 2GET identifica esses profissionais

Boa parte das empresas ainda se preocupa apenas com o currículo do candidato antes de fazer uma escolha. No entanto, o perfil comportamental tem especial importância, já que determina a permanência e a conquista de diversos efeitos.

Para facilitar esse processo, a Amrop 2GET desenvolveu um instrumento de fit cultural. Inicialmente, há a aplicação na organização, em que os principais executivos respondem perguntas-chave. A partir disso, é possível traçar o perfil do negócio.

Do lado do candidato, as questões são feitas para entender como é o lugar onde ele gostaria de trabalhar. Ao cruzar os dados, fica fácil conhecer pontos de aderência e de fricção em relação à cultura, ao valor e propósito. Isso oferece uma tomada de decisão estratégica mais planejada e com maiores chances de sucesso.

Durante as entrevistas, o fit cultural pode ser avaliado de um jeito completo, o que permite ir além do aspecto técnico. Arrobas sintetiza: “é possível prever onde haveria atrito para, assim, minimizar uma eventual contratação errada”.

Como forma de potencializar os efeitos, a Amrop 2GET ainda mantém contato com o CEO contratado nos 12 primeiros meses para conferir seu desenvolvimento e alinhamento. Além de tudo, há a inclusão dos acionistas e conselheiros e seis sessões de coaching para completar o onboarding.

Ao considerar esses aspectos, é fácil entender que é preciso contar com colaboradores aderentes à cultura, ao valor e propósito na organização. Com uma etapa robusta de contratação, é possível obter os efeitos desejados.

No processo, a ferramenta de fit cultural da Amrop 2GET é de grande auxílio para oferecer máximo desempenho. Então, entre em contato conosco e descubra como podemos ajudá-lo a encontrar os profissionais certos.

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