Plano de Sucessão: sua empresa está preparada?

Uma boa liderança leva uma companhia a grandes conquistas. Todo esse esforço e resultado não podem ser arriscados diante de situações relativamente comuns, como a aposentadoria de gestores, saída de funcionários importantes ou realocação de profissionais. Por esse motivo, um plano de sucessão sólido e bem estruturado é essencial para a segurança de um negócio.

Sua empresa já tem um plano de sucessão? Quer entender melhor a importância dele e como estruturá-lo para garantir a continuidade dos avanços e do sucesso construído ao longo de uma gestão? Então, não perca este post. Vamos abordar este tema e mostrar como é possível realizar uma transição tranquila e transformar os momentos cruciais em gatilhos para o êxito. Acompanhe!

Qual é a importância da sucessão empresarial?

O plano de sucessão é uma estratégia para manter postos de trabalho estratégico em plena atividade, mesmo quando é necessário substituir os profissionais que os ocupam. Ele é essencial para qualquer companhia à medida que garante a manutenção de um curso de ação capaz de preservar os interesses do negócio.

Caso um profissional-chave mude de função ou deixe a empresa, o plano de sucessão evita prejuízos na execução do planejamento estratégico. Ele assegura que a companhia terá, nessas situações, alguém alinhado aos objetivos da companhia e apto a assumir o posto com conhecimento sobre as necessidades e expertise para realizar as atividades.

Além disso, o plano de sucessão evita o impacto negativo da saída de um profissional sobre o desempenho e resultados da organização. A pronta substituição proporciona segurança ao grupo, tranquilidade aos acionistas e cria condições para que não haja interrupção na estratégia e na performance das equipes de trabalho.

Qual é o momento para desenhar um plano de sucessão?

De forma completamente diferente do passado, em que não era incomum o colaborador construir toda sua carreira em uma única companhia, hoje a trajetória profissional é volátil. Isso significa que um colaborador ou gestor pode trocar de empresa muitas vezes ao longo da vida, deixando um posto de trabalho desocupado de forma repentina.

Além disso, existem outras situações mais previsíveis, como a aposentadoria de um líder sênior que atua há bastante tempo no mercado.

As empresas podem se programar para a substituição nessas situações previsíveis. No entanto, é fundamental que também esteja preparada para as mudanças inesperadas, como a saída de profissionais. Por isso, a construção de planos de sucessão não deve ser negligenciada em nenhum momento. A empresa sempre precisa ter opções para substituir profissionais estratégicos, quando necessário.

Se a organização não tem essa preocupação, ela provavelmente arcará com prejuízos. Diante de uma saída inesperada, ela perderá tempo enquanto contrata um profissional ou treina um colaborador de seu próprio quadro. Até que esse processo se encerre e a situação se normalize, a empresa pode sofrer uma série de perdas.

Como estruturar um plano de sucessão empresarial?

Depois de entender a relevância do plano de sucessão e por que ele deve receber atenção contínua, é importante saber como estruturá-lo. Por isso, selecionamos passos e dicas que vão ajudá-lo a implementar essa ação em seu negócio.

1. Avalie constantemente seus colaboradores

Em qualquer situação, a avaliação dos colaboradores não deve ser subjetiva, baseada apenas em percepções. Fundamentar o parecer sobre o desempenho em dados se torna ainda mais importante sob a perspectiva do plano de sucessão. Portanto, o ideal é realizar avaliações periódicas de desempenho, que consigam aferir a capacidade dos colaboradores para produzirem os resultados esperados.

Esse tipo de avaliação permitirá identificar os talentos da empresa e, principalmente, os colaboradores que demonstram boa capacidade de gestão e aptidão para a liderança.

2. Evite conflitos com os planos de carreira

Porém, nem sempre as pessoas que um gestor enxerga como candidatos a um determinado cargo estão interessadas na função. Isso pode acontecer tanto por objetivos profissionais quanto por razões completamente pessoais. Portanto, o plano de sucessão não deve entrar em conflito com o plano de carreira do colaborador. A progressão deve ser natural, resultando em satisfação para as duas partes envolvidas.

3. Utilize situações de teste

Além das avaliações periódicas, pode ser muito útil testar o desempenho dos profissionais em determinados cargos. O primeiro passo é colocá-los para trabalhar junto a líderes seniores, promovendo um aprendizado mais intenso.

Depois desse passo, use outras situações em que precisem executar tarefas referentes ao novo cargo e observe a atuação deles. Alguns exemplos são os períodos de férias ou licenças de gestores. Eles podem ter algumas (ou várias) de suas tarefas atribuídas ao profissional visado para a sucessão, o que permitirá avaliar sua atuação diante de necessidades reais.

4. Meça os resultados

De forma errônea, muitas empresas avaliam o processo na hora da sucessão. Elas estabelecem critérios como formação, obtenção de títulos e experiência em determinados cargos.

Embora o conhecimento e a experiência sejam relevantes, concentrar as oportunidades de sucessão nesses critérios é uma abordagem equivocada. Afinal, o essencial para a organização são os resultados apresentados pelo profissional.

Portanto, o que importa de fato não são os certificados que o colaborador conquistou durante o processo ou mesmo os títulos que ele colecionou. A capacidade de transformar o conhecimento em resultados deve prevalecer sobre outras características.

5. Fique atento à necessidade de mudança

Vivemos em uma sociedade em permanente transformação. Sabemos que as empresas não podem apenas se manter no mercado, mas se reinventarem para permanecerem relevantes.

O plano de sucessão é o momento de identificar essa necessidade de mudança e preparar pessoas para assumirem essa missão. Por isso, o ideal não é buscar perfis que replicam os líderes do passado, mas profissionais capazes de levar a organização a um novo patamar de desempenho e performance.

Essa atitude transforma um momento crítico como a sucessão em uma ponte para a inovação e transformação. Sem dúvida, isso garante um novo fôlego ao negócio e permite que ele atenda às demandas emergentes na sociedade.

Não é necessário abdicar do legado, mas é possível trabalhar para o desenvolvimento de gestores com qualidades indispensáveis para colocar a companhia em vantagem competitiva no mercado atual.

Esperamos que este post tenha ajudado você a entender como a empresa pode estruturar um plano de sucessão bem-sucedido e a importância dessa ação.

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