Qual a importância dos Conselhos de Administração nas empresas?

A formação do conselho de administração nas empresas é uma das etapas mais relevantes e estratégicas da gestão. Em 2018, o sócio-fundador da 2GET, Paulo Mendes, foi anunciado membro do conselho global da Amrop. Porém, o que essa nomeação efetivamente significa?

A importância passa pela agregação de competências que não existiam anteriormente, como o People Analytics e a capacidade de fazer avaliações mais focadas na inovação e na tecnologia, ao mesmo tempo que são mais subjetivas.

Para a 2GET, esta é a oportunidade de conhecer melhor como acontece o processo de tomada de decisão em mercados mais maduros. Há uma troca de experiências positivas, em que a empresa brasileira ensina como usar tecnologia e informação dos negócios, por estar mais avançada nessa área. Assim, é estabelecida uma relação de ganha-ganha.

Para entender melhor como funciona o conselho de administração, assim como a função e o perfil dos conselheiros, criamos este post.

Como funciona o conselho de administração nas empresas?

O conselho administrativo empresarial compõe um dos pilares da governança corporativa. Seu papel está embasado nos princípios de equidade, transparência, responsabilidade corporativa e prestação de contas para garantir que o planejamento estratégico seja colocado em prática e que as tomadas de decisão sejam mais acertadas.

Esses benefícios são conquistados porque o órgão concentra as principais deliberações referentes à gestão organizacional. Por isso, precisa ser formado por profissionais com experiência e que sabem como enfrentar os obstáculos que surgirão pelo caminho.

Por exemplo: se o desafio é ter crescimento internacional, é preciso contar com alguém com know-how nessa empreitada e que tenha liderado outra organização que visava a esse propósito.

O ideal é que o conselho administrativo conte com um número ímpar de participantes para evitar que as votações fiquem em um impasse. Normalmente, há cinco membros no início, já que esse é o mínimo. Na média, há sete conselheiros, mas o máximo são 11, sendo que cada um pode integrar o órgão por até dois anos.

Na prática, o conselho de administração empresarial é uma evolução do consultivo. Geralmente, a empresa começa com o segundo, que consiste no primeiro estágio e evolui para o modelo administrativo conforme se profissionaliza e fica mais preparado.

É preciso destacar ainda que o conselho administrativo tem uma responsabilidade legal maior sobre as decisões tomadas no negócio. Ademais, o conselheiro tem direito a voto, o que não acontece no formato consultivo.

De que maneira o conselho atua?

Primeiramente, é preciso definir aonde se deseja chegar para, então, escolher as pessoas certas para esse direcionamento. A fim de alcançar o melhor patamar, é necessário que os interesses dos conselheiros estejam alinhados aos dos acionistas, do dono da empresa ou do presidente.

Essa recomendação é importante, porque os conflitos são naturais nos conselhos. Uma sugestão pode impactar o bônus dos diretores, por exemplo. Portanto, se o conselheiro não tiver respaldo do presidente desse órgão, tende a ficar diminuído e sem voz ativa.

Perceba que o propósito dos conselheiros é contribuir para a gestão empresarial. Por isso, há reuniões mensais para tratar de todos os temas relacionados à companhia — especialmente o que ocorreu no mês anterior e os próximos passos.

Nesse contexto, a função do conselho de administração é garantir que as decisões estão direcionadas à estratégia do negócio e atendem aos interesses de toda a organização. Assim, é possível preservar o patrimônio e o retorno sobre os investimentos.

Para chegar a esse patamar, é necessário fomentar o debate a respeito dos objetivos organizacionais. Com isso, a atuação não fica comprometida pelos interesses de um acionista ou grupo específico e o princípio da transparência é assegurado, especialmente porque essa é uma das principais práticas da governança corporativa.

Qual o perfil dos conselheiros?

De modo geral, é necessário que o conselheiro seja um profissional experiente, como um executivo que fez sua carreira na organização, um acionista ou outra pessoa que se destacou no mercado. Esse perfil é fundamental para que a pessoa seja capaz de assegurar a longevidade do negócio e implemente boas práticas de governança corporativa.

Nesse contexto, o conselheiro independente de governança, investimentos e capital de mercado, Simon C. Y. Wong, indicou que é preciso contar com três personalidades essenciais para que o conselho seja diverso. São elas:

  • importar-se com detalhes, ou seja, é preciso ter uma pessoa que goste de ler os documentos;
  • ser naturalmente questionador, para evitar que as informações sejam aceitas sem obstáculos e garantir a análise do problema por meio de um ponto de vista analítico;
  • sumarizar a discussão, isto é, pessoas que resumam os assuntos debatidos e identifiquem os pontos de acordo do conselho.

Além disso, é preciso agregar mais habilidades e competências, já que o conselheiro é quem fiscaliza a execução das estratégias do negócio. Segundo estudo divulgado na Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH Brasil), cada vez mais, a expectativa é que esses profissionais:

  • atuem junto com acionistas e impactem o funcionamento da organização ao informarem sobre questões de governança e trabalharem com transparência nos processos;
  • sejam conectados, engajados e ativos, com disposição para cumprir suas responsabilidades e conhecimentos em TI, mercado e ferramentas digitais;
  • tenham um perfil não tradicional e adotem uma perspectiva mais ampla, que considere todo o negócio;
  • reflitam a diversidade geográfica e cultura da organização, a partir de sua experiência de mercado e contribuição para o sucesso da empresa. Esse posicionamento traz ganhos significativos, por exemplo, há mais expertise em negócios internacionais em relação ao segmento de manufatura.

De qualquer forma, o perfil dos conselheiros é o de profissionais que sejam referência nos obstáculos a serem enfrentados pela companhia nos próximos anos. Por isso, a nomeação de Paulo Mendes é importante. Esse processo confirma sua experiência e expertise no mercado, além de trazer uma oportunidade excelente para a 2GET melhorar seu modelo de negócio e alavancar os resultados obtidos.

Resumindo: o conselho de administração nas empresas é fundamental para o êxito da companhia e estabelecimento da governança corporativa. O trabalho acontece dentro do escopo do regimento interno — documento a ser elaborado conforme a realidade e as necessidades organizacionais. Ao adotar essa prática, é possível reduzir as fragilidades, aprimorar o sistema de gestão e tornar o ambiente corporativo mais justo, transparente e responsável.

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